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Pé Diabético

Quinta, 23 de Abril de 2015 - 22:54:08
10 coisas que é preciso saber

Segundo a Agência Nacional de Saúde, existem 12 milhões de diabéticos no Brasil, ou cerca de 6% da população brasileira. Muitos não controlam a doença, simplesmente por desconhecerem seus níveis de glicemia – e estão sujeitos a uma série de graves consequências, como problemas vasculares e renais. Mas o efeito mais dramático do diabetes sem controle talvez seja o chamado "pé diabético". Os membros inferiores são vítimas preferenciais desse descontrole, apresentando feridas que não cicatrizam e, em casos mais avançados, processos de trombose e gangrena que caminham para a amputação. Aqui, especialistas da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia apontam 10 informações fundamentais sobre a doença – para você, farmacêutico, eventualmente poder orientar seu cliente sobre cuidados de prevenção

Infecções ou problemas na circulação nos membros inferiores estão entre as complicações mais comuns em quem tem diabetes mal controlado. Calcula-se que metade dos pacientes com mais de 60 anos apresente o chamado "pé diabético". Uma doença que pode ser evitada. Tais alterações podem causar úlceras, infecções, isquemia ou trombose. Elas começam a ocorrer, em geral, quando as taxas de glicose permanecem altas durante muitos anos. Se não for tratado, o pé diabético pode levar à amputação. Segundo o Ministério da Saúde, 70% das cirurgias para retirada de membros no Brasil têm como causa o diabetes mal controlado: são 55 mil amputações anuais. É preciso saber:

1. A pessoa com pé diabético tem sintomas como: formigamentos, perda da sensibilidade local, dores, queimação nos pés e nas pernas, sensação de agulhadas, dormência, fraqueza nas pernas. Tais sintomas podem piorar à noite, ao deitar. Mas, normalmente, a pessoa só se dá conta quando está num estágio avançado e quase sempre com uma ferida, ou uma infecção, o que torna o tratamento mais difícil devido aos problemas de circulação.

2. Os sintomas são mais frequentes após alguns anos com o diabetes mal controlado. Muitas pessoas nessa condição passam a apresentar problemas de diminuição de circulação arterial e de sensibilidade em pés e pernas.

3. A prevenção é a maneira mais eficaz de evitar a complicação. A medida principal é manter os níveis da glicemia controlados. O exame visual dos pés deve ser diário, bem como avaliação médica periódica.

4. Todos os pacientes com diabetes tipo 1 e tipo 2 devem devem passar, regularmente, por uma avaliação dos pés.

5. O paciente deve examinar os pés diariamente em um lugar bem iluminado. Quem não tiver condições de fazê-lo, precisa pedir a ajuda de alguém. Deve-se verificar a existência de frieiras, cortes, calos, rachaduras, feridas ou alterações de cor. Uma dica é usar um espelho para se ter uma visão completa. Nas consultas, deve-se pedir ao médico que examine os pés. O paciente deve avisar de imediato o médico sobre eventuais alterações.

6. É preciso manter os pés sempre limpos, e usar sempre água morna, e nunca quente, para evitar queimaduras. A toalha deve ser macia. É melhor não esfregar a pele. Mantenha a pele hidratada, mas sem passar creme entre os dedos ou ao redor das unhas.

7. Use meias sem costura. O tecido deve ser algodão ou lã. Evitar sintéticos, como nylon.

8. Antes de cortar as unhas, o paciente precisa lavá-las e secá-las bem. Para cortar, usar um alicate apropriado ou uma tesoura de ponta arredondada. O corte deve ser quadrado, com as laterais levemente arredondadas, e sem tirar a cutícula. Recomenda-se evitar idas a manicures ou pedicures, dando preferência a um profissional treinado, que deve ser avisado do diabetes. O ideal é não cortar os calos, nem usar abrasivos.

9. É melhor que os pés estejam sempre protegidos. Inclusive na praia e na piscina.

10. Os calçados ideais são os fechados, macios, confortáveis e com solados rígidos, que ofereçam firmeza. As mulheres devem dar preferência a saltos quadrados, que tenham, no máximo, três cm de altura. É melhor evitar sapatos apertados, duros, de plástico, de coro sintético, com ponta fina, saltos muito altos e sandálias que deixam os pés desprotegidos. Além disso, recomenda-se a não utilização de calçados novos por mais de uma hora por dia, até que estejam macios.
Fonte: abcfarma.org.br
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